{"id":20698,"date":"2022-04-26T12:05:00","date_gmt":"2022-04-26T15:05:00","guid":{"rendered":"http:\/\/facopp.unoeste.br\/facopp\/?p=20698"},"modified":"2022-05-03T11:12:59","modified_gmt":"2022-05-03T14:12:59","slug":"conheca-a-influencia-de-portugal-na-vida-de-professora-da-escola-de-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.unoeste.br\/facopp\/conheca-a-influencia-de-portugal-na-vida-de-professora-da-escola-de-comunicacao\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a a influ\u00eancia de Portugal na vida de professora da Escola de Comunica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>Abner de Souza (rep\u00f3rter), Rodrigo Gon\u00e7alves (editor) e Sabrina Vansella (rep\u00f3rter), especial para a Escola de Comunica\u00e7\u00e3o<\/em><br>26\/04\/2022 \u00e0s 12h<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/tOJBnj9LHRWohmjdjh2-wl6HY0YRF_QQ5VW3AofEcHKbBLgxcivSyq3lNDyXbKiKdqEfHX50-uwYrxEG3awAEjg5qeC31HARuUEYC6dPU5mBB1YxAyGX163SuHMxLgF2IUhTeRx-\" alt=\"\" width=\"917\" height=\"611\"\/><figcaption><em>Giselle e a filha Maria Clara (ao meio) juntamente as matriarcas portuguesas da fam\u00edlia: a m\u00e3e Manuela (a esquerda) e a av\u00f3 Francelina (\u00e0 direita) (Foto: Cedida\/Giselle Tom\u00e9)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 surpresa para ningu\u00e9m que o Brasil \u00e9 composto por toda uma miscigena\u00e7\u00e3o de povos vindos dos quatro cantos da Terra. Quando olhamos nossas ra\u00edzes geneal\u00f3gicas, nos deparamos com as mais diversas etnias, sejam elas europeias, asi\u00e1ticas, africanas ou tantas outras.<\/p>\n\n\n\n<p>Com <strong>Giselle Tom\u00e9<\/strong>, 43 anos, n\u00e3o seria diferente. A jornalista e professora da Escola de Comunica\u00e7\u00e3o e Estrat\u00e9gias da Unoeste carrega o leg\u00edtimo sangue lusitano. Com os pais e av\u00f3s sendo portugueses, mas ela nascida no Brasil, a professora possui dupla cidadania. Para ela, se reconhecer como uma cidad\u00e3, sendo portuguesa e brasileira, faz com que a sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento esteja presente. Giselle cita tamb\u00e9m que o fato de ter esse direito fez com que ambas culturas fossem de grande impacto na vida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-medium-font-size\"><p>\u201cUma coisa muito presente, no meu caso, \u00e9 a religiosidade. Na minha casa sempre teve muito a presen\u00e7a de Nossa Senhora de F\u00e1tima e, no Brasil, era mais Nossa Senhora Aparecida. \u00c0s vezes eu ficava: &#8216;ser\u00e1 que \u00e9 errado ter mais a imagem de F\u00e1tima do que da Aparecida, aqui no Brasil?'&#8221;, brinca Giselle.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima \u00e9 muito cultuada pelos portugueses. A apari\u00e7\u00e3o mariana aconteceu pela primeira vez em 1917, na cidade de F\u00e1tima, em Portugal. Na ocasi\u00e3o, a santa apareceu diante de tr\u00eas pastorinhos. Desde ent\u00e3o, ela \u00e9 considerada a padroeira do pa\u00eds, tendo a festa celebrada sempre no dia 13 de maio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2>Est\u00e1 a comer um bom bacalhau<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/sites.unoeste.br\/facopp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/giselle_bacalhau-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-20702\" width=\"355\" height=\"473\" srcset=\"https:\/\/sites.unoeste.br\/facopp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/giselle_bacalhau-768x1024.jpg 768w, https:\/\/sites.unoeste.br\/facopp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/giselle_bacalhau-225x300.jpg 225w, https:\/\/sites.unoeste.br\/facopp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/giselle_bacalhau-300x400.jpg 300w, https:\/\/sites.unoeste.br\/facopp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/giselle_bacalhau.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 355px) 100vw, 355px\" \/><figcaption><strong>Giselle comendo o prato mais tradicional portugu\u00eas: o bacalhau. (Foto: Cedida\/Giselle Tom\u00e9)<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Como uma boa portuguesa, Giselle conta que a culin\u00e1ria lusitana \u00e9 um dos pontos mais presentes na vida. Ela comenta tamb\u00e9m que em quando casou-se, ao inv\u00e9s de serem servidos bem-casados, os quitutes foram past\u00e9is de nata. \u201cEu fiz minha prima vir de S\u00e3o Paulo a Prudente com o carro cheio de past\u00e9is. O carro ficou com o cheiro por umas tr\u00eas semanas\u201d, relembra com bom humor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para quem n\u00e3o est\u00e1 familiarizado, os past\u00e9is de nata s\u00e3o doces tipicamente portugueses feitos \u00e0 base de ovos. A guloseima tamb\u00e9m \u00e9 popularmente conhecida como \u201cpast\u00e9is de Bel\u00e9m\u201d, nome dado em homenagem a um bairro de Lisboa. O doce \u00e9 um dos pratos mais t\u00edpicos de Portugal, juntamente com o bacalhau.<\/p>\n\n\n\n<p>E como falar desse pa\u00eds sem lembrarmos do bom bacalhau. O peixe, para Giselle, tem imensa presen\u00e7a no card\u00e1pio, ainda mais na Sexta-feira Santa. \u201cQuando chegamos nesse per\u00edodo, n\u00e3o importa o pre\u00e7o, sempre tem que ter bacalhau. Se estiver R$200 o quilo, tem que ter, mesmo que seja uma lasquinha para cada um\u201d, declara. Ela conta que na ocasi\u00e3o, o vinho e a boa m\u00fasica tradicional portuguesa tamb\u00e9m marcam presen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2>Passaporte carimbado<\/h2>\n\n\n\n<p>Giselle conta que, quando completou 15 anos, viu-se diante de uma \u00e1rdua escolha para uma garota naquela idade. \u201cMeu pai me disse para escolher entre uma festa de debutante ou uma viagem para Portugal. Ent\u00e3o eu escolhi a viagem e fui para l\u00e1.\u201d, relembra. Ela conta que como foi a primeira vez no pa\u00eds, ficou com muito medo. \u201cEu tinha uma cabe\u00e7a muito diferente, as coisas tamb\u00e9m n\u00e3o eram iguais hoje. N\u00e3o tinha como avisar minha m\u00e3e a qualquer hora e usar telefone era super caro.\u201d\u00a0<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-medium-font-size\"><p>\u201cQuando eu cheguei, conheci um mundo totalmente diferente. Os costumes, o jeito de falar. Eles falam alto e muito ao p\u00e9 da letra. Ent\u00e3o se eu falar algo na brincadeira, eles podem entender como algo diferente. Foram muitas mudan\u00e7as de palavras, de termos e tudo, mas foi uma experi\u00eancia maravilhosa\u201d, lembra Giselle.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ela ressalta que retornou ao pa\u00eds quando completou 25 anos. \u201cEu estava com outra cabe\u00e7a. As coisas tinham melhorado bastante, tinha avan\u00e7ado bastante, era outro lugar que eu estava conhecendo.\u201d Esse avan\u00e7o notado por Giselle, refere-se \u00e0 entrada do pa\u00eds na Uni\u00e3o Europeia. Quando ela visitou Portugal pela primeira vez, a na\u00e7\u00e3o era rec\u00e9m-chegada ao bloco econ\u00f4mico.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDepois eu tive outra oportunidade, visitei Portugal de novo, desta vez com minha filha, e sempre indo ver a fam\u00edlia.\u201d Giselle pontua que desta vez visitou Coimbra, antiga capital portuguesa e lar de uma das mais antigas universidades ainda em atividade do mundo. Ela menciona tamb\u00e9m que tem um tio que leciona no local.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/uHmQaDqvJ6eD1zp_Dsp_X-kDnygc9o3IsS6niFbCYiAvXCC-q4J6_hXGY485xLQnfcBdCHZ3ZC3rhHV7SFGk4oRXoHOu2EMT0o4YDdRxzXlsz-u5d6m0lyVbuKyZBOMxtGjbKZhs\" alt=\"\"\/><figcaption><em>Al\u00e9m de visitar a Universidade de Coimbra, Giselle visitou tamb\u00e9m a Universidade de Aveiro (Foto: Cedida\/Giselle Tom\u00e9)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2>Reuni\u00e3o de fam\u00edlia&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>\u201cMinha av\u00f3 chegou naquela idade que acha sempre que vai morrer. Ent\u00e3o sempre quer ver os filhos, ent\u00e3o fica nessa ponte [Brasil e Portugal]\u201d. Ela conta que, por conta da av\u00f3, sempre tem que acontecer uma reuni\u00e3o da fam\u00edlia. \u201cTodos os meus tios j\u00e1 vieram para o Brasil, menos uma que tem um restaurante em Aveiro. \u201cDa\u00ed, meus tios se reuniram e foram para Portugal.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Giselle cita tamb\u00e9m que a fam\u00edlia vive na ponte a\u00e9rea. \u201cMeus pais t\u00eam resid\u00eancia em Portugal, mas est\u00e1 um p\u00e9 de guerra. Eu quero ir para l\u00e1 de novo, mas meu marido n\u00e3o gosta muito da ideia. Ele diz sempre, \u2018para que ir novamente, j\u00e1 conheceu tudo\u2019\u201d, diz em tom de brincadeira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, visitar o pa\u00eds \u00e9 bem mais do que conhecer lugares. Giselle conta que, quando visita Portugal, se sente portuguesa. \u201cEu vejo meus tios, minhas primas. Ent\u00e3o, assim, quando junta minha fam\u00edlia, fazemos tudo o que um bom portugu\u00eas faz.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Giselle conta que quer incentivar as filhas a exercer a cidadania portuguesa. \u201cEu penso na possibilidade de minhas filhas quererem vivenciar outras coisas, experimentar outras coisas, ent\u00e3o quero estimul\u00e1-las. Diferente de mim, eu tinha muito medo, mas acho que minhas filhas n\u00e3o v\u00e3o ter esse bloqueio.&#8221; Ela considera tamb\u00e9m que a atitude que possui juntamente com o marido, pode incentivar ainda mais nessa amplitude de vis\u00e3o das filhas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/tPPOGNHjWZ4OtQbx6fCcAKT2vj9Td5uWKvfLuylbOmXtJOZJ4M9EPuQlmgrWOIxECtWQQVB3sF8LUxcoybveGEZP-Q2AAgAqtHgrc8KcJ8Y6uk9LJMH4vRn_7l4LgBYZ3LE-wsyg\" alt=\"\"\/><figcaption><em>Giselle juntamente com a fam\u00edlia em uma das t\u00edpicas reuni\u00f5es (Foto: Cedida\/Giselle Tom\u00e9)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2>Como tirar a dupla cidadania portuguesa?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/sites.unoeste.br\/facopp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/giselle_cristiano-ronaldo-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-20705\" width=\"-2558\" height=\"-3412\" srcset=\"https:\/\/sites.unoeste.br\/facopp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/giselle_cristiano-ronaldo-768x1024.jpg 768w, https:\/\/sites.unoeste.br\/facopp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/giselle_cristiano-ronaldo-225x300.jpg 225w, https:\/\/sites.unoeste.br\/facopp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/giselle_cristiano-ronaldo-300x400.jpg 300w, https:\/\/sites.unoeste.br\/facopp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/giselle_cristiano-ronaldo.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption><em>Giselle ao lado de uma est\u00e1tua de cera do icone portugu\u00eas, Cristiano Ronaldo (Foto: Cedida\/Giselle Tom\u00e9)<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Giselle explica como \u00e9 o processo para conseguir a dupla cidadania. \u201cO meu n\u00e3o foi complicado por conta da minha m\u00e3e ser portuguesa. Ela e minha av\u00f3 j\u00e1 tinham documenta\u00e7\u00e3o no consulado. J\u00e1 \u00e9 mais complicado quando \u00e9 um bisav\u00f4 ou uma bisav\u00f3, por conta da falta de documenta\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ela cita tamb\u00e9m que h\u00e1 a necessidade de entrar no site do <a href=\"https:\/\/consuladoportugalsp.org.br\">Consulado Geral de Portugal<\/a> e realizar o processo. Segundo o dom\u00ednio, &#8220;filhos de cidad\u00e3os portugueses, bem como netos, c\u00f4njuges [&#8230;] t\u00eam direito a requerer a nacionalidade portuguesa.\u201d \u00c9 ressaltado tamb\u00e9m que os indiv\u00edduos nascidos nas ex-col\u00f4nias portuguesas e aqueles que por algum motivo tenham perdido a nacionalidade portuguesa t\u00eam direito a requerer.<\/p>\n\n\n\n<p>A professora conclui mencionando que o consulado possui uma parceria com a Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Presidente Prudente, possibilitando assim que o processo seja mais pr\u00e1tico e r\u00e1pido. \u201cN\u00e3o preciso ir a S\u00e3o Paulo para realizar o processo, isso torna mais f\u00e1cil\u201d, finaliza.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Abner de Souza (rep\u00f3rter), Rodrigo Gon\u00e7alves (editor) e Sabrina Vansella (rep\u00f3rter), especial para a Escola de Comunica\u00e7\u00e3o26\/04\/2022 \u00e0s 12h N\u00e3o \u00e9 surpresa para ningu\u00e9m que o Brasil \u00e9 composto por toda uma miscigena\u00e7\u00e3o de povos vindos dos quatro cantos da Terra. 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