Museu de Tecnologia da Unoeste

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Universidade do Oeste Paulista – Unoeste

Videogame Atari 2600

Atari_2600Fabricante: Atari

Modelo: 2600

Ano de Lançamento: 1977

Sistema Operacional: Mac OS 9

Processador: MOS 6507(8bits) 1.17 Mhz

Memória RAM: 128 Bytes

Memória ROM: 16 kB

Resolução: 160×192 (NTSC) / 160×228 (PAL)

Cores: 128 cores no sistema NTSC, pouco menos no sistema PAL.

Som: 2 canais (cada um com um chip próprio)

Detalhes: Atari 2600 é um videogame projetado por Jay Miner e lançado em 1977 nos Estados Unidos e em 1983 no Brasil. Considerado um símbolo cultural dos anos 80, foi um fenômeno de vendas no Brasil entre os anos de 1984 a 1986 e seus jogos permanecem na memória de muitos que viveram a juventude nesta época.

O projeto possui três chips, incluindo um processador 6507 de 8 bits, com clock de 1.17 MHz, um chip TIA 1A, que oferecia a interface de vídeo (com uma resolução de 160×192 com 128 cores) e áudio e um chip PIA 6532, responsável pelos espaçosos 128 bytes de memória RAM.

Apesar das limitações o Atari possibilitou o desenvolvimento de jogos relativamente complexos e desafiantes. Os desenvolvedores do Atari tiveram que lidar com o problema de que os jogos rodassem nos 128 bytes de memória oferecidos por ele, empregando diversos truques. O primeiro deles é que os jogos eram carreados diretamente a partir da ROM (o código não era copiado para a memória RAM), com a memória RAM sendo usada apenas para variáveis e pequenos blocos de código que precisavam de execução rápida.

A atualização da tela não era feita usando um frame-buffer (não existia uma cópia da imagem armazenada na memória de vídeo) já que o chip TIA 1A não oferecia memória de vídeo, mas sim apenas alguns poucos registradores que eram controlados pelo processador principal. Aproveitando o fato de que o Atari era ligado na TV (que trabalha com uma taxa de atualização fixa de 30 Hz interlaçados), os projetistas criaram um sistema engenhoso, onde a imagem era atualizada linha a linha, em um processo contínuo, onde o processador precisava armazenar apenas alguns poucos bytes relacionados aos pixels seguintes.

A necessidade de sincronizar a atualização da tela com as demais tarefas executadas pelo software complicava bastante o desenvolvimento dos jogos para o Atari, mas acabou se revelando um fator essencial, já que permitiu que o console exibisse gráficos muito superiores ao que seria possível obter de outra forma. Os jogos mantinham uma movimentação fluída, mesmo com a atualização da tela taxando o processador, em parte graças ao talento dos programadores, que conseguiam aproveitar ao máximo cada linha de código em assembly.

Os cartuchos utilizavam ROMs de 1 a 4 KB e, para os jogos mais “pesados”, existia a opção de incluir 128 bytes de memória adicionais no cartucho, suplementando a memória interna do console.

Galeria de fotos do acervo:

Identificação: #33

Doação de: Alexandro Brandão.

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