Entidades prudentinas trabalham para dar autonomia aos deficientes

Por Andressa Aguiar

Você sabia que 21 de setembro é uma data muito importante para as pessoas que possuem alguma deficiência? Instituída em 14 de julho de 2005, pela Lei Nº 11.133, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi criado para lembrar a todos sobre a inclusão dessas pessoas na sociedade.

Apesar dos avanços em políticas públicas, a inacessibilidade e o preconceito ainda estão muito presentes, por isso, é um dia de luta, de reflexão, de reivindicação de direitos.

Em Presidente Prudente os deficientes são amparados pelas entidades presentes na cidade. A Lumen Et Fides, por exemplo, atua na cidade há 31 anos oferecendo atendimentos pedagógico e na área da saúde para crianças, adolescentes e adultos que possuem autismo e deficiência múltipla.

                                Foto: Cedida

Equoterapia faz parte do tratamento oferecido pela Lumen Et Fides

 

A assistente social, Lucimar Navarro, lembra que a entidade foi fundada por pais que sentiram a necessidade de apoio e acompanhamento especializado para seus filhos deficientes, além disso, fala sobre a evolução no tratamento a essas pessoas na cidade. “Eu trabalho com pessoas com deficiência há 20 anos e melhorou muito, pelo menos as barreiras arquitetônicas. A gente está num processo de construção, […] não estamos mais alienados”.

A fisioterapeuta da instituição, Estela Freitas, ressalta a importância da data, onde a mídia salienta muito o tema colaborando para que o assunto seja discutido. “É um dia de conscientização, é uma forma de você lembrar as pessoas, porque por conta da correria, a gente não para pra pensar todos os dias”.

Evelin Ribeiro de 11 anos é uma das acolhidas pela Lumen. Estela explica que ela nasceu com encefalopatia crônica não progressiva, popularmente conhecida como paralisia cerebral. Ela afeta os movimentos do corpo e a coordenação muscular, portanto, ela precisa do auxílio de cadeira de rodas para se locomover.

                                                                                                                                                            Foto: cedidaEvelin tem 11 anos e realiza o tratamento 3 vezes na semana

Mais de 150 mil casos por ano são diagnosticados no Brasil, mostrando a importância do debate sobre mobilidade e acessibilidade dessas pessoas. Um dia elas serão adultas. É isso que explica Patrícia Belchior, coordenadora da Unipode, outra instituição de Presidente Prudente que atende adultos e idosos com deficiências intelectuais e múltiplas.

A instituição trabalha em ajudar na autonomia e independência dessas pessoas, porém, quando se fala em inclusão social a coordenadora diz que a dificuldade é em preparar a própria família para esse adulto ou idoso, já que antigamente eles eram vistos como doentes e tratados como crianças. Em relação a cidade, ela acredita também que para pessoas com deficiência no geral melhorou muito o tratamento, principalmente em relação a rampas, elevadores, ou seja, mobilidade. “É perceptível as mudanças. Mas com relação a pessoas com deficiência intelectual, que é o nosso caso, eles se focam muito na educação inclusiva, que é na fase inicial da criança. A parte do adulto e do idoso é esquecida. Na nossa cabeça, as pessoas com deficiência intelectual ela não fica adulta e idosa, ela morre antes”.

Foto: Cedida

Assistidos pela Unipode em projeto literário

 

Essas pessoas não conseguem ser incluídas em outros grupos sociais, como os grupos de idosos, por conta do tratamento e da visão das pessoas em relação a elas: como incapacitadas. A exclusão social, para ela, é a pior parte. “Hoje temos o avanço das tecnologias, remédios, que fazem com que essas pessoas vivam mais. Então é necessário não só pensar na fase de criança, mas na fase adulta. A sociedade não está preparada nem para os idosos comum, quem dirá para os deficientes idosos. ” Ela salienta a falta de pesquisas na área também, para que se possa melhorar a qualidade de vida dessas pessoas e também instruir a sociedade a respeito.

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